Pesquisa do CNPq

Memorando Circular nº 001/2012

Salvador,
19 de março de 2012

 

De: Prof.ª Maria Nadja Nunes Bittencourt

Diretora da Editora

Assunto: Relatório Integridade de Pesquisa do CNPq               

Prezado(a) Professor(a):

Em maio de 2011 o CNPq criou uma Comissão Especial constituída por renomados cientistas brasileiros, com a missão de propor recomendações e diretrizes sobre o tema da Ética e Integridade na Prática Científica, fruto de denuncia de fraude em publicações científicas envolvendo pesquisadores apoiados pelo órgão. No início de outubro o CNPq decidiu divulgar o trabalho final dessa Comissão – intitulado Relatório da Comissão de Integridade de Pesquisa do CNPq, mediante a apresentação à comunidade científica com o intuito de fomentar as discussões e acolher sugestões sobre o tema. O Relatório recomenda que o CNPq adote duas linhas de ação referentes ao tema: 1) ações preventivas e educativas e 2) ações de desestímulo a más condutas, inclusive de natureza punitiva.

Consciente de sua responsabilidade na divulgação da produção científica de nossa instituição a Editora da Universidade do Estado da Bahia comunica a toda comunidade acadêmica que adotará a partir de 2012 as 21 diretrizes do Relatório (ver Anexo) em sua prática diária, a fim de garantir, ainda mais, a qualidade de seu acervo.

Ao mesmo tempo, propõe a todos os gestores acadêmicos que adotem também essas diretrizes no sentido de atuar preventiva e pedagogicamente em toda a cadeia da produção científica, instituindo mecanismos que permitam identificar e desestimular as práticas fraudulentas na pesquisa, e estimular a integridade na produção e publicação dos resultados de pesquisa.

 

Atenciosamente,

Maria Nadja Nunes Bittencourt

Presidente Conselho Editorial da EDUNEB
Matrícula:744.283.263-6 / EDUNEB
Port.: 032/2006 – D.O.  05/01/2006

ANEXO
– Diretrizes Propostas no Relatório da Comissão de Integridade de Pesquisa do
CNPq

 

1. O autor deve sempre dar crédito a todas as fontes que fundamentam diretamente seu trabalho.

2. Toda citação in verbis de outro autor deve ser colocada entre aspas.

3. Quando se resume um texto alheio, o autor deve procurar reproduzir o significado exato das ideias ou fatos apresentados pelo autor original, que deve ser citado.

4. Quando em dúvida se um conceito ou fato é de conhecimento comum, não se deve deixar de fazer as citações adequadas.

5. Quando se submete um manuscrito para publicação contendo informações, conclusões ou dados que já foram disseminados de forma significativa (p.ex. apresentado em conferência, divulgado na internet), o autor deve indicar claramente aos editores e leitores a existência da divulgação prévia da informação.

6. Se os resultados de um estudo único complexo podem ser apresentados como um todo coesivo, não é considerado ético que eles sejam fragmentados em manuscritos individuais.

7. Para evitar qualquer caracterização de autoplágio, o uso de textos e trabalhos anteriores do próprio autor deve ser assinalado, com as devidas referências e citações.

8. O autor deve assegurar-se da correção de cada citação e que cada citação na bibliografia corresponda a uma citação no texto do manuscrito. O autor deve dar crédito também aos autores que primeiro relataram a observação ou ideia que está sendo apresentada.

9. Quando estiver descrevendo o trabalho de outros, o autor não deve confiar em resumo secundário desse trabalho, o que pode levar a uma descrição falha do trabalho citado. Sempre que possível consultar a literatura original.

10. Se um autor tiver necessidade de citar uma fonte secundária (p.ex. uma revisão) para descrever o conteúdo de uma fonte primária (p. ex. um artigo empírico de um periódico), ele deve certificar-se da sua correção e sempre indicar a fonte original da informação que está sendo relatada.